sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Outra paixonite contagiante


Escrevendo assim parece que foi a muito tempo que eu conheci o seu trabalho, e que senti o primeiro impulso de querer te conhecer para trocar uma ideia pessoalmente, sempre tão romântico, seus trabalhos influenciaram em muito a minha personalidade, o jeito de observar as coisas ao redor, cada pessoa, sendo mais tolerante com cada uma.

Passava horas observando suas expressões em um clip porque eu sentia que ali havia algo que devesse ser extraído, algo que não fosse insignificante, passava horas quase hipnotizado de tanto observar e observar por traz da malícia de seus trabalhos, porque comparando ao Gaiman, pode-se dizer que em cada trabalho seu existem pelo menos dois trabalhos, um para a razão e um para os sentimentos.

Os seus trabalhos, trabalhavam tanto os sentimentos de modo não preconceituoso, que pregavam a felicidade pessoal ou de um coatiovante, muitos observa que o principal abria mão de uma felicidade mais egoísta para apreciar a felicidade de quem ele gostava, isto é algo que foi muito absorvido por mim, a capacidade de apreciar um sentimento independente de existir um foco ou não. Muitos de seus trabalhos corriam temas corriqueiros de uma juventude(de 16 a 25 anos), como drogas, homofobia, amor e sexo, estes temas eram sempre abordados de modo artístico, extremamente romântico fazendo jus ao estilo gothico da banda, sempre tão femino os personagens, sempre tão sentimentais. Os seus trabalhos abordavam o conteudo como dito de duas maneiras, uma maneira bem direta e racional, como de outra maneira mais romantica e indireta, assim o trabalho se deixava ser analizado, estudado, ser fundido com o leitor, e para alguns destes ele se deixava ser apaixonado.

Com o passar desse ano eu senti em peso a diferença do que é ter em convivio o seu trabalho e te-lo em ausencia, "eu passei frio, passei fome, passei dez dias chorando", foi como uma abstinencia que por motivos maiores não tinha como ser alimentada, assim como eu ja passei mal de ouvir tanto uma música, é chegava a ser ironico, ter uma overdose ouvindo "meds", essa semana eu passei uns males bucados e assim, acabei acistindo um video que chegou a ser ironico ele ter surgido naquele momento, este clip me influenciou um pouco a ser racional, a prever o que vai acontecer, porque é obvio o que vai acontecer, por mais que não seja do meu agrado.

Porque tu...
És como a arte, no corpo de moça



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Nossa paixonite é contagiante


No dia que eu te conheci eu não esperava muito de você. Os dias que passavam aqui nesta cidade sempre foram calmos, foram quase monotonos.

Em uma das férias, a gente foi dar um rolé aqui por perto, pertinho mesmo, no Mato Grosso do Sul, foi questão de abrir as malas, e sair o comentario, vou no mercado comprar algo pra comer, passaram algumas horas, as poucas e suficientes pra eu até esquecer que você tinha ido viajar comigo, sempre estavamos muito calmos. Você voltou com cerveja, alguns maços de cigarro, alguns preservativos, bebemos, bebemos, trocamos ideias, e você insistiu com a ideia que teriamos que acordar cedo no dia seguinte... E foi o que fizemos, acordamos cedinho, tomamos um whisk no barzinho ali perto, e fomos bater perna. Você me surpreendeu de um tanto quando a gente foi parar em um studio de body piercing e quando chegamos você comprimentou os artistas de lá e já foi entrado na salinha...

Passaram algumas horas e você saiu com essa mesma calsa, este mesmo sutiã, e esta mesma ferida aberta, naquele momento eu não aceitava muito bem o que você queria dizer com a resposta que me deu comentei 'cara, isso deve ter doido pra caralho' ...

Já esta semana, você fez esse trampo no teu braço. 10 furos, 5 surfacings bem varados... Desta vez eu não havia comentado nada com você sobre dor, e isto te deixou meio curiosa, eu já tinha deixado de sentir aquele apego ao corpo que eu sentia 6 meses atrás, comecei a entender que eu deveria entregar meu corpo como você, para algo que nos fosse importante, porque é complicado entregar o corpo para pessoas, já que essas podem usa-lo modo que você não goste, foi importante pra mim ver você com aquelas fitinhas no braço sabendo que tiraria uma semana depois talvez, apesar de ter gasto dinheiro, e ter danificado tanto seu corpo, você fez aquilo com um unico interesse, fazer um trabalho artistico.
Para nós, plano do divertido não se limitou a vergonha, não se limitou ao limite fisico, e muito se limitou as outras pessoas, pode até ser egoismo de certa forma mas sempre amamos nós mesmos mais que os outros, e isso é uma qualidade muito forte que cada ser vivo tende a adquirir com o tempo... O sangue nunca foi algo nojento, nunca foi algo belo, nunca foi algo romantico, sempre foi alcool com globulos e plaquetas, nunca tivemos receio de perder alguns litros nunca tivemos receio de usar o corpo como um artificio artistico, e muito menos como uma fronteira para nossa diversão. Aqueles que brincam de fazer arte são aqueles que no fundo da inoscencia, ama aquilo mais que tudo, sejam estes aqueles que se jogaram no plano das possibilidades, extraem um olhar artistico de tudo, como aqueles que levam como hobbie, e usam da sua guitarra como um brinquedo que quando está estressado, triste, ou desocupado pode sempre contar sentar no chão, e tocar como se fosse o seu momento privado; privado de reclamações, privado de opniões, privados de qualquer existencia.

As pessoas introvertidas são mais interessantes, devido ao universo das possibilidades que habtam sua mente, porém se estas todas fossem extrovertidas, o mundo seria mais divertido e mais perigoso.

És como a arte, no corpo de moça

sábado, 19 de dezembro de 2009

calafrio


Só quem já provou sabe como é.
Aonde os fracos se drogam como se tivesse cheirado pela terceira vez.
Aonde você cada um se expressar a sua maneira.
Os ossos ficam rangindo por uns 3 dias, cada rangido lembra um pouquinho daquele momento, nisso, a lembrança vem sempre pra atiçar um pouqinho, da pra garantir algumas gozadinhas durante a semana. algo mais singelo.

Mas não to lá em condiçoes de escrever algo hoje, ou agora.. rs deixa pra... semana que vem... hoje tem white label tbm.. nossa que fim de ano.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

No llores Cuyaba



Não chore cidade maravilhosa
Um filho teu que parte
Não parte seu coração
Como se a partida de um filho
de uma mão que tem mais de mil
Não fizesse diferença, sei que faz
Mas de tantos filhos teu que são meus irmãos
posso dizer que há uma familia bela ainda por aqui.

Dedico este post, a este meu ato pródigo,
de certa forma estou te traindo, mas não tem como me segurar, o tempo de se dar conta disto já passou faz teeeempo, vou falar o que? "te amo, uai" é simples assim, não tem mais o que falar.

Esse mes ja choveu tanto, consequentemente já teve mais arco-iris no seu de Cuiaba, que na parada gay de copacabana, eu tava lá fí, e vou te falar não coisa leve não, é 7 km de manifestação em uma avenida de pista quadruplicada! Nossa cidade é um luxo mesmo, berço de arte boa e beleza natural, ainda hoje eu tava mostrando algumas fotos pra uma amiga minha lá de sampa, e eu disse depois a ela "a midia torna as belezas naturais muito pacatas, passa a ideia que MT é só soja e aquele pantanal que tem no arquivo do globo reporter" mas na verdade tem um MT que só os mato-grossenses conhecem, dentre estes pouquissimos conhecem, é algo... uma beleza natural que Tokken não conseguiu criar, é uma beleza que não existe em Narnia, é um mundo secreto que Voltair não encontrou na sua viagem pelo mundo.

O artificial ta tomando conta desse imperio natural, mas o que seria artificial? os carros, os predios, o concreto(asfalto), sim, certamente, porém a mente é algo de certamaneira artificial, esta que articula e modifica, torna algo natural tornar-se sintetico(não existe algo sintetico que não tenha como materia prima algo natural, isto não existe!), e o sintetico dessa terra é a arte que foi a percursão, o rapel, o berimbal, a flauta dos rios, a percursão corporal, sem contar as artes de fora que criaram o gostinho de Cuiaba, aqui foi criado pouca coisa, devido a proporção de pessoas, mas foi criado uma porcentagem muito grande de coisa de qualidade, uma vantagem que se tem em ser artista por aqui, é a liberdade de criar, a facilidade de criar, e se você não for tão introvertido, você terá facilidade de divulgar. Dizem que as cidades quentes são donas de pessoas calorosas, por isso em aqui é dificil você ficar sozinho, em um bar, em uma festa, em um corredor, no onibus, no ponto de onibus, é dificil você se excluir, é dificil você não se apegar, é algo semelhante estar em um onibus estupefato de gente, no calor de meio-dia, duas horas da tarde, e sair sem nenhuma mancha de suor da camiseta. É algo que a menos que vc tenha O desodorante(repelente), você não vai conseguir.

Ontem houve uma apresentação de jazz da minha banda, foi bacana, to começando com essa de contra-baixo, é algo bem bacana, parece que ele fala saca? tipo o saxofone, e o trompete, são como se fossem aquela patrôa que todo homem acaba tendo na vida, que por mais que você não queira ouvir, você não consegue deixar de reparar que está falando justamente com você, você não escapa, se vc for num bar ouvir jazz numa fossa, não vá, haverá alguem falando com você a noite inteira, tipo como se fosse uma mulher querendo te ajudar, bem aquela situação que você tem um problema, mas como homens resolvem problemas, ou eles contam para o melhor amigo, ou eles não comentam nada, e o sax, o bass, e o trompete são mulheres que são capazes de ler sua mente, elas sentem o faro do seu problema, ai vem aquele "bla bla bla" digo "dun brum brum drun" na sua orelha e não sai até vc começar a sorrir.

Daqui dois dias o Cohen vai tocar aqui em Cuiaba, estou ouvindo uma música dele neste momento pra falar verdade, estou ansioso, vi ele mandar um som na ultima xXxperience e fiquei fantasiado, comprei de afobado há 15 dias atrás esse ingreço e to tão ansioso quanto no primeiro momento. Vou deixar um video dele aqui. Um Jazz em batida eletronica.

....

Tá, vou ficar devendo. :P não colcoaram o novo cd dele no youtube... depois coloco. =)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Janeiro que vem sem chuva


Ta faltando pouco pro tão esperado dia.
A cada dia que passa, coisas agradaveis e desagradaveis vão tornando- os mais dinamicos.
Hoje vi o segundo semestre ficar em 2009.
Hoje eu vi o que vai acontecer mais 4 vezes pelo menos.
Vi sorrizos inoscentes e sinceros, acho que daqueles que acho mais belos, sem duvida nenhuma. Sou apaixonado por eles, nossa é dificil de acreditar como um grupo pode ter todos esse algo em comum.
São todos impecaveis.
A gente fez algo hoje que ficamos rindo daquilo por um bom tempo, apesar de não ter tido a menor graça...
"Pra tomar chopp a gente não infrenta fila"
"Bah, meu pal ta estourado desde quinta passada por causa do furo"
"Sempre quis abrir os olhos e ver vc deitado no meu colo fumando seu cigarro, tocando o mesmo foda-se pra tudo como no dia que te conheci"
"Ficou bem hard- rock, ficou foda!"
"Caralho! Não era pra vc ter rancado essa poha!"
"Falta pouco, você nem vai ver, esse sabado tem festa, o que vem tem show, no seguinte a gente vai acordar no meio da semana, e quando vc menos esperar tudo ja vai ter acabado."
"Meu braço é lindo, por isso eu te amo, mano"
"Vamos ver planeta 51 as 14 hrs? está lotado! Vamos ver atividade paranormal as 14 hrs? está lotado! Então vamos ver planeta 51 as 14 hrs! Certo certo, vc ganhou. Um momento, acho que está lotado, melhor comprarmos pras 16, o que acha? Certo certo, vc ganhou!"
Eu não sei dizer o que faz a amizade. para que ela serve. ou oq ela é. Mas ela torna as eventualidades mais dinamicas, e segundo os futuristas, é preciso levar uma vida acelerada, caso contrario não estaria vivendo.
Já sinto seu cheiro há um bom tempo pela casa. Nunca pisou aqui. Mas pisará. Nunca sonhou por aqui. Mas sonhará. Isso já se tornou uma previsão que consiste de um senso comum. Vamos viver a dinamica, para que no momento certo, simplesmente desacelere, tornando algo sufocante, o ar que a gente respirava desenfreadamente, se tornou limitado, com isso temos que respirar dez vezes mais lento, assim sufocante, como correr e depois ter que esperar. Você me entende, isso ja aconteceu algumas vezes, e o que acontecerá em breve será somente mais um capitulo que, devido ao nosso senso de humor, fará parte de uma historia divertida nossa. Apreciar sua carne, suas qualidades, sua espiritualidade já se tornou uma virtude tanto para mim quanto para você, quando pequenos pessoas como nós aprendem a jogar, e é um jogo que nunca os dois ganham, (não diferenterente) no nosso caso ambos perderam, porém nós gostamos de ter perdido, se tornou divertido porque o gostar foi maior que o vicio, quando ambos sentaram no chão e disseram "poha, to drogado em você, eu te abobino por isso, mas to de boa". Foi um bom jeito de perder.
Foi foda competir, competir, pra chegar num final um virar desenhista pró, o outro virar um musicista pró, e como bons perdedores um ter a simplicidade de falar você é incrivel no que faz e infelizmente eu não sou mais parametro para comparar com vc, e ter a mais pura humanidade de buscar no aeroporto o outro.
És como a arte, no corpo de moça

domingo, 13 de dezembro de 2009

Noites de dezembro



Antes de mais nada, um pedido de desculpas àqueles que acompanhavam o conto vampirico aqui, ou no outro blog. Infelizmente, acredito que por preguiça, eu não passei o texto inteiro do caderno pro computador, então foi mal.

Quanto ao tempo, que foi ausentado, foi porque esqueci mesmo, todavia estamos de volta, com novidades(depois de um ano, acho que é o minimo que pode-se exigir hehe) bem...

O livro da lasombra já está pronto, editado, e encadernado para circulação comercial, contactando via e-mail(anjulove_industrial@hotmail.com) é possivel encomenda-lo. :)

A banda, estaremos em turnê ao fim do ano até finados de Janeiro.

Quanto ao curso, bem estou adorando, ver as coisas com um olho químico é algo sobrenatural, é fantasiante, e fantastico. Porém estarei mudando de endereço a menos que por força maior eu continue em Cuiabá.

Já se foi aquele tempo em que escrevia historia de prazeres sexuais, prazeres sombrios, ou qualquer tipo de prazer que pudesse vir ou intervir com qualquer coisa, desses tempos para cá comecei a escrever situações mais experimentais do que teoricas, arranjei algumas parcerias que se interessaram por algo do tipo "faça arte pela arte", logo boa parte dos textos escritos aqui ou no meu vampirefreaks/anjuloveindustrialBR , são baseados em fatos reais pelo menos.

Essa foi uma introdução a reativação do blog, boa noite a todos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Conto vampírico, Parte 1: Antes do Iluminar

Conto vampírico, Parte 1: Antes do Iluminar

Aconteceu na Polónia, a primeira ejaculação de meu avô, adoro retomar a aqueles tempos, me favoreceu em muito a querida falecida Eva ter apreciado aos fins de tarde enquanto lavava a louça, uma ou outra sonata polonesa(Chopin) recitada por um pianista paralítico da mesma quadra que ela morava, sem duvida aquelas pernas o salvaram do fim que meu avô teve.
Minha mãe desde feto ouvia as mais belas músicas polonesas tocas por um piano de calda negro de teclas de marfim, cresceu naquela quadra que no mínimo pode ser considerada "prática";tem uma padaria, igreja, uma rua má planejada que não passa carros, e algumas crianças, as que ali viviam, eram do tipo que contavam historias, sobre seus pais q voltaram da guerra ou algumas que nem os conheceram mas não cansam de falar historias que suas mães respectivas inventavam para fingir que os ali não presentes parecessem heróis, e tinha crianças mais velhas que criavam boatos sobre as partes mais escuras da rua, sobre prédios ali abandonados, e também sobre o pianista solitário que jamais saia de seu apartamento.
Os anos batiam a porta, e minha mãe cresceu perturbada imaginando como era o tal músico, que passara devagar sempre olhando para a fenda daquela janelinha cortinada do apartamento dele quando ia comprar pão na padaria, sua mãe sempre dissera para a garota não ter contacto com o tal homem, mas um dia a pequena desafiou-se a entrar naquele prédio. naquele quarto. no dito pelo silencio, o inferno. Não havia nada no quarto. Não havia vida, não havia ratos. Não havia motivos para a morte visitar um quarto daqueles. Não havia motivos para Napoleão visita-lo também. Havia um toca-fitas ali no meio do quarto. O Nada dava um destaque a existência do toca- fitas ali funcionando. As luzes do seu painel estavam acesas porém não fazia som. Isto, a seduzia. A inquietude de haver um possível mal-funcionamento na maquina que antes de mais nada, o seu funcionamento fugia ao conhecimento da garota. Mas isso a Seduziu até se deixar levar pelo instinto. E perder total conciencia que antes tinha do perigo que passava ali.

E isto foi o suficiente pra ela nem gritar.
Ninguém mais a viu depois daquela noite mas os conhecidos sabiam muito bem aonde ela poderia ter ido, a policia bateu a porta do apartamento velho, daquele velho boçal, ele estava lá acariciando algo que poderia ser chamado de gato, ela não estava lá mas suas pernas sim. Ele podia andar naquele momento, dai fora mandando para um campo de concentração, é o que dizem.

Mas a questão é, a Gata que havia sido encontrada. A pedido do velho, foi mandada para uma casa muito nobre, era de uma filha entre os filhos do músico, esta presenciou uma Gata dar a luz a uma criança, naquele momento eu nasci. ouvi minha mãe chorar. Após alguns minutos ela morreu.